Não adiantaria eu falar qualquer coisa sobre a maior seleção
da história e sua maior desgraça enquanto tinha em mim aquela tristeza que
milhões de brasileiros também tinham, e que teimavam em tentar disfarçar
procurando culpados num campo onde todos aqueles que usaram a camisa amarela do
Brasil eram mais vítimas do que realmente culpados. Portanto resolvi esperar um
pouco, refletir e falar sobre aquilo que movimenta a minha vida, que é o
verdadeiro esporte, o verdadeiro futebol.
A primeira coisa que todos deveriam entender é que não se encontra culpados em 90 minutos de uma semifinal de Copa do Mundo. Esses jogadores do Brasil são vítimas do anti desporto que foi praticado nos últimos anos. O futebol do dinheiro, das cifras altas, dos contratos milionários. O futebol rico encantador de meninos (que nem sombra são daqueles que um dia construíram nosso futebol com amor e paixão aflorada na pele) hoje destrói o esporte fingindo ser um esporte. O esporte que hoje não dá glórias, mas dinheiro. Dinheiro transformado em falsa glória.
A culpa não é só dos que entram em campo. O Brasil e sua última geração vencedora acabou há oito anos, e nada foi feito. Desde então uma identidade falsa foi criada em torno de jogadores que mesmo bons, são inferiores aos que escreverem na história o último título brasileiro num Mundial. Nossos times menores, reveladores de craques continuaram sendo extintos pelas cifras das federações que pouco fizeram para salvar os maiores celeiros de novos talentos para o nosso futebol. Estes sim, ganhando pouco e jogando muito, fazendo por amor e buscando dias melhores, e não mansões e carros importados. Enquanto isso estão tratando meninos de treze ou quatorze anos como estrelas, antes mesmo de um dia terem feito algo pelo futebol. É difícil encontrar quem saiba gerir esse tipo de situação.
A culpa não é só de quem escala o time. Os técnicos brasileiros jamais tiveram um choque de realidade a ponto de buscarem se qualificar para serem os melhores do mundo. O Brasil que sempre teve técnicos em seleções de outras partes do mundo, hoje não consegue acompanhar a boa geração de novos técnicos portugueses, colombianos e argentinos. Mesmo assim a seleção insiste nos mesmos nomes, e os grandes clubes fazem um revezamento entre os estes mesmos nomes que faziam sucesso há vinte anos e que enxergam o futebol como se ele ainda estivesse na década de 90. Poucos buscam novas alternativas.
A culpa não é apenas disso tudo. Nossos clubes ditos grandes são os mais ricos da América do Sul e os únicos que poderiam ser tão conhecidos e aclamados no mundo todo como os europeus conseguiram. Mesmo assim investem mal, pagam pra uma porção de jogadores e devem para outros. Devem as calças para os bancos, fazem dívidas. Vão para a Libertadores gastando muito e perdendo para clubes uruguaios, argentinos, paraguaios e bolivianos que possuem investimentos parecidos com os clubes da nossa Série C. Enquanto isso nada se faz pela base, que continua sendo armazenada como mercadoria em alojamentos úmidos sob as arquibancadas, e alimentados a pão com mortadela. Nada se faz.
Em contrapartida a Alemanha de grosso modo faz o inverso, e mesmo não tendo um futebol perfeito que por vezes dá margem ao erro fez o que fez. E que seja fonte de inspiração para que haja uma reestruturação no nosso maior patrimônio nacional, nosso futebol.
Tudo isso (e muito mais que se citasse ficaria horas escrevendo) serve para que as coisas sejam feitas com competência a partir de agora. Creio que a derrota do David para o Golias, o inferno de Dante, o assassinato de Julio Cesar, ou qualquer outra tragédia que queiram imaginar sempre servirá para que as coisas tomem um rumo correto. Apenas rezo para que o nosso futebol agora seja gerido por gente competente de verdade. Anotem uma coisa: Se os melhores cuidarem do nosso futebol, e ninguém esperar que nada mude do dia pra noite, todo mundo irá agradecer à Alemanha por esse terrível e mais doloroso capítulo escrito da história do maior futebol do planeta.
A primeira coisa que todos deveriam entender é que não se encontra culpados em 90 minutos de uma semifinal de Copa do Mundo. Esses jogadores do Brasil são vítimas do anti desporto que foi praticado nos últimos anos. O futebol do dinheiro, das cifras altas, dos contratos milionários. O futebol rico encantador de meninos (que nem sombra são daqueles que um dia construíram nosso futebol com amor e paixão aflorada na pele) hoje destrói o esporte fingindo ser um esporte. O esporte que hoje não dá glórias, mas dinheiro. Dinheiro transformado em falsa glória.
A culpa não é só dos que entram em campo. O Brasil e sua última geração vencedora acabou há oito anos, e nada foi feito. Desde então uma identidade falsa foi criada em torno de jogadores que mesmo bons, são inferiores aos que escreverem na história o último título brasileiro num Mundial. Nossos times menores, reveladores de craques continuaram sendo extintos pelas cifras das federações que pouco fizeram para salvar os maiores celeiros de novos talentos para o nosso futebol. Estes sim, ganhando pouco e jogando muito, fazendo por amor e buscando dias melhores, e não mansões e carros importados. Enquanto isso estão tratando meninos de treze ou quatorze anos como estrelas, antes mesmo de um dia terem feito algo pelo futebol. É difícil encontrar quem saiba gerir esse tipo de situação.
A culpa não é só de quem escala o time. Os técnicos brasileiros jamais tiveram um choque de realidade a ponto de buscarem se qualificar para serem os melhores do mundo. O Brasil que sempre teve técnicos em seleções de outras partes do mundo, hoje não consegue acompanhar a boa geração de novos técnicos portugueses, colombianos e argentinos. Mesmo assim a seleção insiste nos mesmos nomes, e os grandes clubes fazem um revezamento entre os estes mesmos nomes que faziam sucesso há vinte anos e que enxergam o futebol como se ele ainda estivesse na década de 90. Poucos buscam novas alternativas.
A culpa não é apenas disso tudo. Nossos clubes ditos grandes são os mais ricos da América do Sul e os únicos que poderiam ser tão conhecidos e aclamados no mundo todo como os europeus conseguiram. Mesmo assim investem mal, pagam pra uma porção de jogadores e devem para outros. Devem as calças para os bancos, fazem dívidas. Vão para a Libertadores gastando muito e perdendo para clubes uruguaios, argentinos, paraguaios e bolivianos que possuem investimentos parecidos com os clubes da nossa Série C. Enquanto isso nada se faz pela base, que continua sendo armazenada como mercadoria em alojamentos úmidos sob as arquibancadas, e alimentados a pão com mortadela. Nada se faz.
Em contrapartida a Alemanha de grosso modo faz o inverso, e mesmo não tendo um futebol perfeito que por vezes dá margem ao erro fez o que fez. E que seja fonte de inspiração para que haja uma reestruturação no nosso maior patrimônio nacional, nosso futebol.
Tudo isso (e muito mais que se citasse ficaria horas escrevendo) serve para que as coisas sejam feitas com competência a partir de agora. Creio que a derrota do David para o Golias, o inferno de Dante, o assassinato de Julio Cesar, ou qualquer outra tragédia que queiram imaginar sempre servirá para que as coisas tomem um rumo correto. Apenas rezo para que o nosso futebol agora seja gerido por gente competente de verdade. Anotem uma coisa: Se os melhores cuidarem do nosso futebol, e ninguém esperar que nada mude do dia pra noite, todo mundo irá agradecer à Alemanha por esse terrível e mais doloroso capítulo escrito da história do maior futebol do planeta.
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