quarta-feira, 24 de abril de 2013

De quando a Groenlândia esteve na Copa

Groenlândia, uma enorme ilha de gelo próxima ao pólo norte. Num resumo grosseiro, podemos dizer que a grande ilha pertecente a Dinamarca se trata de um território com muitos fiordes, gelo e poucas pessoas. E quem é que espera que num lugar desse existam jogadores o suficiente para se montar uma seleção decente de futebol, a ponto de disputarem uma Copa do Mundo? Realmente, não existe.

O futebol, disputado por 11 titulares, talvez exija demais de um lugar onde sua capital tenha apenas 15.000 habitantes. Por isso, apenas uma pequena parte da Groenlândia esteve na Copa. E não foi só uma vez. A Groenlândia, em Copas, se resume a Jesper Grønkjær.


Grønkjær nasceu em 1977, em Nuuk, capital groenlandesa. A Groenlândia, como muitos sabem, não é uma pátria de fato, e sim uma região autônoma dinamarquesa. Com isso, quem é nascido na Groenlândia também é dinamarquês. O obstáculo para entrar na seleção da Dinamarca não foi um grande problema.

Grønkjær em sua infância pode ver a 'Dinamáquina' encantar o mundo com seu revolucionário 3-5-2, pouco comum para a época, em 1986. Com isso investiu pesado em sua carreira como jogador de futebol. Iniciou sua carreira profissional no AaB da cidade de Aalborg, na Dinamarca, em 1995. Lá foi arrasador com seus passes e sua técnica, e em 96 jogos, encantou os dirigentes do Ajax, grande clube holandês, o que causou sua transferência no ano de 1998. Pelo Ajax fez mais de 50 jogos, e se transferiu para o Chelsea da Inglaterra em 2000. Porém os azuis ainda não eram o time temido de atualmente e tudo foi muito difícil, o que causou em 2004 a transferência para outro clube azul da Inglaterra, o Birmingham. Lá, fez apenas 16 jogos. Depois disso ainda teve uma passagem pelo Atlético de Madrid, que voltava a primeira divisão Espanhola, além de uma outra passagem pelo Stuttgart. Cansou de rodar a Europa, e decidiu voltar a Dinamarca, onde fez tanto sucesso pelo AaB. Apesar de alguma desconfiança por parte da crítica devido aos seus baixos desempenhos em diversos clubes, foi recebido com grande festa e em grande estilo, desta vez para jogar pelo København, um dos times dinamarqueses dos mais tradicionais, onde pode recuperar todo o prestígio que o transformou num dos maiores ídolos da Dinamarca.


 Sua carreira pela seleção foi vasta. Desde 1999 até 2010, Grønkjær vestiu a camisa vermelha da seleção dinamarquesa. Nela, fez parte da segunda geração das boas seleções que o país passou a fazer. Decidiu parar com a seleção aos 33 anos, depois do fracasso na Copa do Mundo da África de 2010. Esteve presente nas Copas de 2002 e 2010, e com isso foi o primeiro e único atleta nascido na Groenlândia até hoje a estar presente em uma Copa do Mundo. Ou melhor, duas. A ilha gigante tem muito em que se orgulhar desse personagem ilustre nascido por lá.

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